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  • Filipe Hirota

Plano de Contas: O primeiro passo para o controle financeiro da sua empresa

Atualizado: 9 de Out de 2020

O ponto é: sem uma estrutura de Plano de Contas, é impossível controlar as finanças de uma empresa.

Se você não sabe o que é um Plano de Contas, é simples: uma lista com várias categorias, separadas por grupos e subgrupos, que são utilizadas para classificar cada tipo de movimentação financeira da empresa.

Mas elaborar uma estrutura de Plano de Contas de qualquer jeito, sem aplicar a metodologia correta, e sem pensar em todos os aspectos da empresa, é o mesmo que não ter nada.

Um bom Plano de Contas precisa ser completo, objetivo e robusto o suficiente para permitir categorizar qualquer tipo de movimentação financeira que a empresa realize.

Além disso, ele precisa ser estruturado em grupos que respeitem uma metodologia de classificação correta, ou seja, deve-se ter o cuidado para não misturar categorias com características distintas dentro de um mesmo agrupamento.


Para facilitar o entendimento, vale dizer que os “grandes grupos” existentes em um bom Plano de Contas costumam ser semelhantes entre qualquer empresa, independente do modelo de negócio.

Pode haver variações? Sim!

Mas, na maioria das vezes, o exemplo abaixo já é mais que suficiente para começar a montar o seu Plano de Contas da maneira correta:

OS “GRANDES GRUPOS”:

1) RECEITAS: apenas recebimentos de vendas; (saiba mais sobre a diferença entre Vendas e Receitas aqui)

2) DESPESAS VARIÁVEIS: pagamentos que estão diretamente relacionados ao seu faturamento (taxas de maquininha de cartão, impostos sobre faturamento, comissões sobre vendas, etc);

3) CUSTOS: apenas pagamentos relacionados ao processo produtivo ou prestação do serviço (fornecedores, insumos, embalagens, mão de obra terceirizada, etc);

4) DESPESAS: todos pagamentos que estão relacionados à operação da empresa (pró-labore, salários, benefícios, aluguel, contas de consumo, contabilidade, sistema, etc); (saiba mais sobre as diferenças entre Custos e Despesas aqui)

5) INVESTIMENTOS: este item gera um pouco de confusão, mas de forma simples, basta pensar que se tratam dos pagamentos que, de alguma forma, aumentam o “patrimônio” da empresa, normalmente visando um aumento do faturamento ou lucro no futuro (compra de imóvel, compra de veículos e equipamentos, aquisições de software, grandes reformas, etc);

6) OPERAÇÕES FINANCEIRAS: todas movimentações estritamente financeiras (transferências bancárias, aplicações, empréstimos, amortizações e juros);

7) SOCIETÁRIO: todas movimentações dos sócios que não se referem ao pró-labore (aportes, retiradas, dividendos, etc).

Os “Grandes Grupos” acima, servem como base na definição de subgrupos e categorias que, por sua vez, podem variar bastante de negócio para negócio.

Portanto, o responsável pela criação dessas categorias deve ter uma boa visão geral da empresa para elaborar um plano de contas que realmente funcione e seja capaz de classificar corretamente todas movimentações.

Por hoje é isso!

Precisa de ajuda para fazer o seu Plano de Contas e finalmente ter controle sobre as finanças da sua empresa? Fale com um especialista!

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