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  • Filipe Hirota

A polêmica do Pró-Labore

Atualizado: 1 de Set de 2020

Pró-labore costuma ser um assunto polêmico:

É obrigatório? Qual o valor correto? Qual a diferença entre o contábil e gerencial? Meu pró-labore é o meu lucro? e por ai vai...

Já te adianto, o conteúdo de hoje vai ser um pouco longo, mas COM CERTEZA, vai esclarecer todas suas dúvidas sobre Pró-Labore.

1) PRIMEIRO, ALGUNS CONCEITOS:

1.1) Pró-Labore Contábil vs Pró-Labore Gerencial

Primeiramente vamos alinhar uma coisa: O pró-labore que você informa para a contabilidade para fins de cálculo do INSS não é o pró-labore que vamos discutir aqui. O que nos interessa neste momento é o pró-labore gerencial, aquele que você efetivamente transfere da conta da empresa para sua conta pessoal (ou aquelas contas pessoais que você ainda paga na conta da empresa, sabe?? =/)

1.2) Distribuição de Lucros é uma coisa, pró-labore é outra!

Essa é uma confusão muito comum: empresários que tratam o lucro da empresa como se fosse o “salário” deles (e vice-versa).

O pró-labore pertence ao grupo de despesas do negócio, é a remuneração do trabalho realizado pelo dono ou sócios do negócio. Se os sócios trabalham na empresa, eles devem ser remunerados por isso, independentemente da empresa lucrar ou não.

O lucro de uma empresa é o resultado que ela gera após realizar seu ciclo operacional, ou seja, é o que sobra após ela comprar, vender e pagar suas despesas (inclusive o pró-labore). Ele pode ser distribuído para todos os sócios da empresa, mesmo para aqueles que não trabalham diretamente nela, por exemplo: um sócio investidor ou um empresário que não atua mais no operacional.

2) A POLÊMICA

O valor do pró-labore é um assunto um tanto polêmico pois ele não sofre os efeitos da oferta e demanda do mercado de trabalho:

Um funcionário deseja receber o maior salário possível, um empresário deseja pagar o menor salário possível, são forças opostas (funcionário e empregado) que convergem em um equilíbrio, um número que tende a ser satisfatório para ambos.

No caso do pró-labore isso não acontece, pois quem paga é a mesma pessoa que recebe, não há um equilíbrio de forças, tudo depende da decisão do próprio empresário. Por isso, é muito importante estar atento e avaliar se o pró-labore é condizente com a realidade da empresa (e do dono), para não cair em armadilhas.

3) O VALOR IDEAL DE PRÓ-LABORE

Para saber o valor do pró-labore ideal, basta responder a seguinte pergunta:

“Quanto você pagaria para um funcionário exercer absolutamente todas as funções que você exerce em sua empresa?”

Pronto, a resposta para essa pergunta define o seu pró-labore ideal. Como explicamos anteriormente, o pró-labore é simplesmente a remuneração do trabalho exercido, nada além disso. Se sua empresa consegue pagar ou não, ou se você acha que, como dono, deveria receber mais, são outras questões, e iremos explicar o porquê.

4) AS ESTRATÉGIAS DE PRÓ-LABORE

4.1) Quando a empresa CONSEGUE PAGAR o pró-labore ideal com folga:

Mantenha o valor do pró-labore como sendo o valor ideal, e retire a diferença em forma de distribuição de lucros, isso garante a saúde financeira da sua empresa, e você recebe o pró-labore e os lucros.

4.2) Quando a empresa NÃO CONSEGUE PAGAR o pró-labore ideal:

Neste caso, recomendo que se faça algumas perguntas:

a) Isso é um problema momentâneo, ou o modelo de negócio não para de pé?

b) O que preciso ou consigo fazer para aumentar o lucro?

c) Eu, empresário(a), posso ser muito “caro” para minha empresa?

d) Se eu “me demitir” e contratar um funcionário para fazer o que eu faço, e focar na expansão do negócio, pode ser mais viável?

Se não conseguir responder nenhuma dessas perguntas, é melhor repensar no seu projeto.

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Um abraço e até a próxima!

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